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Relatos nos chegam que por volta de 1919 aportaram na Bahia, imigrantes Espanhóis os quais se radicaram em sua maioria, na cidade de São Salvador Capital do Estado da Bahia, aliás, pesquisa realizada por Manoel Lelo Bellotto da Universidade Estadual Paulista, sobre imigrantes Espanhóis, faz a seguinte citação: “Dos imigrantes espanhóis vindo para o Brasil, muitos não chegaram a sofrer as agruras do labor agrícola, disponibilidade de trabalho existente àquela época, pois se dirigiram antes para os centros urbanos, onde se dedicaram ao comércio de comestíveis, ao de hospedagem, á carpintaria, sapataria, alfaiataria, trabalhos domésticos. Seu destino foram cidades como Belém, capital do Pará, no norte do Brasil; ou Salvador, capital da Bahia, grande centro receptor de imigrantes espanhóis, e Recife, capital de Pernambuco, ambas no nordeste do País”.

A vinda do grande contingente espanhol para a Bahia especificamente para Salvador oportunizou aos então recém-chegados a possibilidade de dedicarem-se ao comércio de comestíveis, inclui-se aí, a industrialização e comercialização do pão.
Conhecedores, portanto, do ramo da panificação e confeitaria aproveitaram a oportunidade para iniciarem suas atividades econômicas, fosse adquirindo as já existentes, ou implantando novas indústrias do ramo.

Naquela época era comum o trabalho noturno e o pão produzido durante a noite teria que chegar bem cedinho aos lares e armazéns.
Sabe-se que essas entregas eram feitas por trabalhadores que àquela época eram chamados de “serventes” ou “entregadores” o transporte do produto era feito em enormes “balaios” confeccionados em cipós, carregados na cabeça.

Com a expansão da cidade, e o crescimento do consumo, as entregas feitas naquela modalidade, tornavam-se cada vez mais impraticáveis, visto que a distância entre a indústria e o consumidor já não permitia tal prática.

O difícil trabalho de entregar tornava-se cada vez mais penoso, cansativo, e de péssima remuneração. Estes foram os elementos motivadores para que os trabalhadores começassem a mobilizar-se para derrocada das “entregas”.

Afirmam os antigos que as primeiras reuniões aconteceram sob a sombra do frondoso oitizeiro havido na Praça da Sé, local onde se traçou os primeiros planos contra a prática da entrega de pães em balaios.

Por volta de 1920 crescia a organização, e conseqüentemente o movimento, que, deixava a frondosa sombra do oitizeiro, para então reunirem-se na Rua do Saldanha nº 07 passando de simples organização para revestir-se de personalidade jurídica de direito privado sob o manto de “SOCIEDADE UNIÃO DOS OPERÁRIOS DE PADARIA”.

Em 1932, a Sociedade União dos Operários de Padaria é transformada em Sindicato dos trabalhadores na Indústria de Panificação da cidade de Salvador, cujo processo de transformação tomou o nº D.N.T. 14.795 de 1941 e seu reconhecimento só veio em 05 de junho de 1942 conforme carta expedida pelo Ministério do Trabalho Indústria e Comércio  publicada no Diário Oficial da União em 08 de outubro de 1942.

Assim nasceu o SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE PANIFICAÇÃO E CONFEITARIA DA CIDADE DE SALVADOR - hoje denominado SINTRAPAN -, que ao longo de seus 89 anos trilhou os mais difíceis e dolorosos caminhos em busca de melhores salários, melhores condições de trabalho, defendendo intransigentemente o direito individual e coletivo.

 

 

 
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